Um pouco sobre meu dia a dia em Buenos Aires

Não sei se vocês sabem, mas sou carioca, morei 6 anos em Houston, depois 3 em Dubai, depois voltei por mais 2 anos para o Rio e agora estou em Buenos Aires desde o inicio de 2017. Ufa!

De uns tempos para cá tenho falado um pouco para meus amigos na minha página pessoal do Facebook sobre as curiosidades culturais que encontrei desde que me mudei para a terra dos hermanos. As vezes são curiosidades, as vezes são só coisas que aconteceram comigo.

Como meus amigos se divertem com minhas histórias, vou começar a colocá-las aqui também para vocês me conhecerem melhor e verem que não só de glamour se vive fora do Brasil e também para não ficar só falando de negócios. Vou começar agora.

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Vou começar do princípio quando me mudei para cá no meio do verão.

Primeiro dia em Buenos Aires.

Chovia loucamente.

Vim preparada pro verão, então, na minha mala, existiam dezenas de vestidinhos fresquinhos de alcinha, shorts, umas 2 calcas jeans (it is a must have) um casaquinho fino e sapatos abertos.

O resto tinha ido na mudança e só chegaria em dois meses . Mas como cheguei aqui num sábado a tarde, saí com a roupa do voo mesmo para comer uma coisinha na esquina e voltar correndo.

Segundo dia.

Chovia loucamente e amanheceu um pouco mais frio.

Coloquei minha calça jeans e revirei a mala atrás de uma camisa mais quentinha. Achei uma de manga comprida! uhu! Calcei meu all star e fui a um shopping comer. Não dava pra andar na rua de tanto que chovia

Desconfiei que os portenhos não sabiam o que era o combo calça jeans e tenis.
Passei vergonha.
Mas minhas botas e roupinhas trendy estavam na mudança...

Terceiro dia.

Dessa vez revirei minha mala toda e achei uma saia longa!
Ia ficar linda com botas.
Mas as botas estavam na mudança.

Não teve problema. Blusinha de alça, casaquinho, salto anabela e lá fui eu pra entrevista na escola da minha filha mais velha.

Quando saí do hotel, chovia loucamente e a temperatura estava em torno 16º.
Em fevereiro. Meio do verão.

Voltei horas depois, molhada, salto de corda da sandália anabela desmanchando e batendo o queixo de frio.

Quarto dia.

A vida começava a entrar nos eixos.
Já estava preparada para a chuva pois, finalmente, encontrei um lugar para comprar um guarda chuva para me proteger.
Quinze graus já não eram considerados frio polar.
Resumo: tinha virado portenha!


Sobre os apelidos

Não, você não leu errado.
Apelido mesmo, não apellido (leia-se apechido, se quiser ser um portenho de raiz), que significa sobrenome em espanhol.

Eu, que já achava estranho os apelidos de São Paulo, onde eles reduzem seu nome de batismo a uma sílaba. Aqui, vi que ainda são mais criativos. 

Apesar de ser carioca da gema, não sou dessas que fala mal de SP.
Mas, convenhamos, existem alguns apelidos que já são estipulados pela natureza.
Onde já se viu Marcelo ser chamado de Ma? Ou Paula ser chamada de Pa? Ou ainda Cristina (eu) ser chamada de Cri? Peloamor!
Para nós da cidade maravilhosa, Marcelo se chama Marcelo, Paula pode ser no máximo Paulinha e Cristina, Cris. 

Mas aqui eles são ainda mais inventivos! Carolina, minha filha mais velha é chamada de Caro. Caro. Isso mesmo. Sem o 'L'. Jura? 

Eu tenho sido chamada por todos de Cristi. Quem é Cristi, meu Deus? Nem respondo quando me chamam porque não acho que seja comigo. Mas logo vem um toque amigo no ombro: 'Cristi?' . No que penso: 'ah! Cristi soy yo!' 


Estou tendo crise de identidade.


Aguarde os próximos posts para saber sobre o que aconteceu comigo na academia, nos correios, com o pagamento do condomínio etc. Foram tantos eventos que vou ter que separar em alguns posts para vocês participarem do meu dia a dia por aqui.

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Agora vou trabalhar porque minhas filhas estão na escola e o tempo não pára.
Até semana que vem.