Mudança à vista. De novo.

Para os que já leram sobre mim, sabem que sou igual a uma caixeira viajante e estou sempre mudando de país.

Saí do Rio em 2005, fiquei 6 anos e meio em Houston, depois passei uma temporada de quase três anos em Dubai, voltei para o Rio, achei que iria ficar de vez, ledo engano...me mudei para Buenos Aires onde estou há um ano e meio e já me encontro de malas prontas para meu próximo destino. UFA!

mudança a vista

Sempre trabalhei fora quando morava no Rio. Trabalhei em escritórios de design, em agências de publicidade e até na TV Globo. Quando meu marido foi transferido para Houston, tive que sair do meu emprego, tinha uma filha de 2 meses para cuidar e não tinha nem visto de trabalho por lá. Mas lá fui eu!

Durante essa temporada em Houston, tive outra filha e quando ela já estava entrando no daycare, eu senti muita vontade de voltar a trabalhar. Foi então que comecei a pensar num modelo de negócios que pudesse ser feito online.

As festinhas personalizadas estavam começando por lá e eu montei uma empresa com uma amiga para oferecer esse tipo de serviço para o Brasil. Menina, nunca trabalhei tanto na minha vida!

Eram dezenas de festas por mês, com desenvolvimento de ilustrações exclusivas, produção e envio dos EUA para o Brasil. Com o tempo, para otimizar a entrega, paramos de fazer a produção fora e contratamos uma pessoa no Rio para cuidar disso. E o trabalho só aumentava.

Os anos se passaram e muita gente no Brasil começou a oferecer esses tipo de produto e a essa altura eu já estava em Dubai, minha sócia nos EUA e nosso mercado consumidor no Brasil. Pode imaginar a confusão de fuso horário. Empresa globalizada.


Quando voltei ao Rio, desisti das festas e repensei minha carreira novamente.


Foram muitos anos fora, vendo mulheres empreendedoras (como eu) que tiveram que largar suas carreiras (como eu) para seguir seus marido (como eu) ou apenas porque cansaram da carreira corporativa, de ficar o dia todo fora de casa e resolveram priorizar um sonho profissional. Ou ainda aquelas que optaram em ficar com seus filhos e vê-los crescer de perto.  


Foi aí que resolvi montar o Al Mass Design. Um home office especializado em identidade visual e website para pequenos negócios. 


São tantas fotógrafas, personal trainers, arquitetas, chefs...fora pessoas que criaram serviços diferenciados, feiras de bem-estar, ou ainda aquelas que desenvolvem comidas orgânicas e naturais, bistrôs, restaurantes, cafés and go on

Quando me organizei para recomeçar a trabalhar com o Al Mass, meu marido foi transferido de novo e cá estou eu em Buenos Aires desde o início de 2017.

Reuniões via Skype, emails, mensagens via whatsapp e eu sigo trabalhando e ajudando a criar a imagem de vários negócios, produtos e serviços. Feliz!

Masssss, quando tudo estava calmo, clientes aparecendo, crianças na escola, perto do Rio, vida regrada, meu marido aceitou uma posição para trabalhar em Singapura! 

 foto by Mike Enerio / Unsplash

foto by Mike Enerio / Unsplash

 foto by Lee Aik Soon / Unsplash

foto by Lee Aik Soon / Unsplash

E lá vou eu novamente! 

Estou escrevendo para avisar que semana que vem estarei fora do ar (de 9 a 13 de julho) porque terei que cuidar da mudança. Depois vou passar uns dias no Rio (trabalhando) para matar as saudades do açaí, matte limão, biscoito Globo e família (não necessariamente nessa ordem) e parto inicio de agosto para Singa.

Então, é só o tempo de contratar provedor de internet, acertar as 11 horas de fuso e já estarei a postos, trabalhando novamente.

Se quiser falar conversar nesse período, entre em contato comigo que eu responderei assim que possível. Até já!

Etapas para criar um branding completo em 2 semanas

Como vocês sabem, eu moro há muitos anos fora do Brasil. Foram 6 anos e meio em Houston, quase 3 em Dubai, voltei para o Rio achando que ia ficar por lá, agora estou há 1 e meio aqui em Buenos Aires e já de malas prontas para um próximo continente em agosto.

Ainda bem que achei um modus operadi de trabalhar, porque com essa vida nômade que levo, seria quase impossível um emprego formal em cada lugar que moro.

Uma das coisa que sempre fiz nesses anos todos foi ler e pesquisar o mercado :
- os estilos que me agradavam,
- a forma de trabalhar,
- o que eu achava que daria para implementar junto ao meu público no Brasil,
- o que (culturalmente) seria difícil

A partir daí, cheguei a conclusão que uma coisa que eu nunca tinha visto no Brasil era um prazo enxuto para desenvolver branding para pequenos negócios.

blog_etapas apra criar um branding em 2 semanas.jpg

Qualquer projeto de criação que não envolvesse uma grande agência, e um budget de muitos dígitos, demorava uma vida para ser finalizado.


Estava aí o meu diferencial em relação aos meus concorrentes: branding em 2 semanas. 


01 | reunião inicial

Como moro longe dos meus clientes, resolvi meu problema com reuniões via Skype, WhatsApp ou FaceTime. Assim, nos conhecemos, fazemos um olho no olho e não ficamos apenas com a frieza dos emails. E vamos combinar que, com a vida corrida de hoje em dia, não tem a menor necessidade de perder o tempo de ambas as partes para sair de casa, pegar trânsito, estacionar para chegar a mesma solução que um monitor (ou um smartphone) e a internet proporcionam com muito mais comodidade e rapidez.

Além do que, reuniões via internet me permitem atender qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Não preciso ficar presa a apenas uma cidade.

02 | inspirational board

Depois desse bate papo inicial, eu envio uma ficha de briefing para entender o que o cliente espera, conhecer um pouco mais da empresa ou do serviço oferecido e a partir daí começo a desenvolver um inspirational board, que é um painel de inspiração, onde coleto imagens que tenham a ver com o negócio em questão e com o conceito que queremos alcançar.

Essas imagens juntas, dão o tom da marca e definem a paleta de cor. 

03 | marca

Depois que a paleta de cor está aprovada é hora da inspiração, digo, transpiração.

Isso mesmo, transpiração, Muito se engana quem pensa que nós designares ficamos sentados embaixo de uma árvore esperando a maçã cair e a ideia aparecer.

Na-na-ni-na-não! São muitos sketches, rabiscos, pesquisas, risca, rabisca, apaga, digitaliza, retraça, deleta, troca, inverte, espelha, encaixa, sublinha, combina, aumenta, diminui, testa até chegarmos as opções escolhidas.

E eu entrego três conceitos diferentes para os meus clientes. Já imaginou?

Depois que uma das opções está escolhida, eu faço os ajustes necessários e a marca está aprovada.

04 | branding board

Com isso, já posso desenvolver o branding board, onde coloco em um mesmo lugar a marca oficial, marca de apoio, símbolo, paleta de cores, tipografia institucional, ícones e patterns e, com isso, já posso desenvolver as três aplicações que estão incluídas no pacote de branding.

05 | aplicações

Com as primeiras etapas aprovadas, está na hora de ver o branding aplicado de maneira concreta através das aplicações escolhidas. Cada pacote estão incluídas 3 aplicações de papelaria a escolha do cliente. Ou podemos desenvolver um website também para compor ainda melhor sua imagem.


Para que eu possa manter meu prazo de 2 semanas, para cada etapa listada acima, o cliente tem um dia para responder. E, é claro, que só consigo manter esse prazo enxuto se o cliente embarcar na minha e for rápido nesses retornos.

Se ele demorar, ou precisar de mais tempo para definir algum ponto, não tem problema nenhum, mas nesse caso eu não consigo (ainda!) fazer milagre ; )

Eu sempre caminho lado a lado com meus clientes. As vezes mostrando um caminho novo, as vezes seguindo uma linha idealizada por eles, as vezes discordando desse caminho mas no final sempre chegarmos ao final feliz.  

 

 

Cada um no seu quadrado: contrate, sempre, profissionais

Eu tinha morado quase dez anos fora do Brasil e queria começar um novo negócio focado em branding e website para pequenos negócio quando voltei ao Rio. Todo dia era uma luta comigo mesma porque estava formatando todo o meu business from scratch e tinha que definir tudo: branding + website + conteúdo + público alvo + fotos + textos etc, etc, etc.

E estava tentando fazer tudo sozinha. Afinal eu sou designer, estudei em boas escolas, em boa universidade, falo inglês fluente, escrevo relativamente bem...como não poderia escrever o texto do meu próprio site? 

Tenho uma câmera profissional. Amo fotografia. Morava no Rio com paisagens lindas por todos os lugares...por que não fazer as minhas próprias fotos?

E mais importante que tudo: eu estava tentando economizar dinheiro aqui e ali. Então, fazendo tudo sozinha, não tinha que pagar ninguém. Certo, ne? 

Errado.

cada um no seu quadrado

Eu queria um ar profissional para o meu negócio. O que eu mais via (e ainda vejo) na internet são fotos escuras, ruins, de produtos e pessoas. Vejo textos sem conexão com o business ou mal explicados. Não é só erro de português, é a forma de escrever que não parece clara o bastante. E eu não queria essa imagem do it yourself para o meu negócio.

Foi aí que tomei as melhores decisões da minha vida: contratei um fotógrafo e um redator. Fiquei com a parte que me convinha. Por isso, quando uma cliente me pergunta se acho importante um fotógrafo, porque ela tem "fotos lindas de uma viagem a Europa que fez", eu sou enfática em dizer que sim. Afinal, você não está mostrando seu álbum para sua família. Você está querendo colocar o nariz para fora num mercado super saturado e competitivo.


Se a sua imagem não for profissional, não passar credibilidade, para te diferenciar da concorrência, por que alguém iria te contratar? Ou comprar seu produto?


Eu, por exemplo, sou responsável pelo desenvolvimento da imagem de terceiros. Se meu website for uma confusão, minhas fotos escuras, fora de foco ou sem um mínimo de cuidado, com informações desconexas, minha marca sem nenhum link com meu nome, qual a minha diferença depois de anos de experiência em relação a outros tantos designers por ai?


A minha diferença é a  imagem que eu passo. A imagem que a minha empresa tem. A imagem que você quer para seu negócio.


Um outro item importante é marca. As pessoas alugam um ponto num shopping pelo preço de um rim. Investem na obra, no estoque, na contração de pessoal, mas quando falamos da marca, do branding, da IMAGEM que ela quer vender junto com seus produtos, ela pede para filha que "é muito boa com essas coisas" colocar uma fonte arrumadinha e voilá, nasce o item mais importante do seu negócio sem nenhum cuidado, embasamento ou pesquisa. Apenas ok. Vou morrer sem entender isso.

Hoje em dia o site também é imprescindível para o sucesso do seu negócio. Quantas vezes estou buscando algo na rede e a única apresentação de determinado profissional é uma conta de Instagram ou uma página de Facebook? Esses dois canais são plataformas de divulgação, não deveriam jamais ser a única forma de expor seu trabalho.


Se você precisar de ajuda, eu sou ótima onde você não é.


Não tente comprar marcas por R$10,00 no mercado. Não faça um website com o filho do amigo do vizinho muito jeitoso. Contrate um profissional. Como você pode querer que o mercado veja do que você é capaz se seu site e imagem não transmitem seus conceitos básico? 

Quando eu falo de um pequeno negócio estou me referindo a todo profissional liberal: consultor, fotógrafa, médica, personal trainer, instrutor de Yoga, coach, professora particular e etc.

Lembre-se, mesmo que você não me contrate (snif, snif), tenha em mente que é um investimento no seu futuro, no futuro do seu negócio seja ele de produto ou serviço.